Em grande parte das ações, os bandidos desviaram a atenção da polícia notificando falsos crimes ou fizeram ataques diretos às bases do policiamento. O serviço de inteligência da PM identificou indícios da participação de policiais nos grupos, já que em muitos casos os criminosos tinham informações privilegiadas sobre número de viaturas, efetivo de policiais e até o melhor momento para a ação. O emprego de coletes à prova de balas, fuzis trazidos do Paraguai, pistolas e munição de uso restrito aumentaram as suspeitas.
Imagens gravadas durante os assaltos também mostram que a postura dos bandidos durante a ação é muito semelhante à ensinada aos policiais nos treinamentos para confrontos. Em março deste ano, a Polícia Civil descobriu a participação de pelo menos um policial militar em ataques a caixas eletrônicos em Iperó e Boituva. O soldado Elton Ferreira do Nascimento, de 39 anos, havia oito na corporação, foi preso logo após os ataques, numa ação conjunta da PM e Polícia Civil. Foi apurado que ele não participava diretamente das ações, mas fornecia informações e instruções aos bandidos, inclusive sobre como conseguir armamento.
