Um bebê de sete meses foi feito refém pelo próprio pai no 10º andar de um prédio em São Paulo, em um episódio dramático que mobilizou o Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) da Polícia Militar. O caso, que ocorreu no último domingo, gerou momentos de intensa tensão e foi acompanhado de perto por equipes de negociação e operações especiais.
O pai, Gabriel Balbino, com antecedentes criminais por furto e roubo, se trancou no apartamento com o bebê e se recusou a abrir a porta para os policiais, estando armado com uma faca. As negociações iniciais, que incluíram tentativas de contato via vídeo, não tiveram sucesso, e a situação se agravou.
Durante a operação, dois policiais estavam no apartamento acima, monitorando o movimento de Gabriel, enquanto seis aguardavam a ordem para invadir o local. Do outro lado da rua, um sniper mantinha o suspeito sob vigilância, pronto para agir caso a situação se tornasse mais crítica. "A neutralização do alvo é a última opção", explicou o sniper, destacando que a prioridade era a negociação.
Após duas horas e meia de tentativas frustradas, o advogado de Gabriel foi chamado para ajudar, mas ele continuava se recusando a abrir a porta. Diante da iminente ameaça à segurança do bebê, a equipe do GATE optou por uma invasão por rapel. Um dos policiais desceu pela lateral do prédio e conseguiu resgatar a criança, que foi imediatamente examinada por paramédicos e encontrada em boas condições de saúde.
Gabriel Balbino foi preso e levado à delegacia, onde foi autuado por violência doméstica e lesão corporal. A mãe do bebê prestou depoimento, mas preferiu não comentar o caso.

