As investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro sobre o estupro coletivo ocorrido em janeiro de 2026, no bairro de Copacabana, ganharam novos desdobramentos com o surgimento de denúncias de outras vítimas. Conforme relatos colhidos pela delegacia responsável, o grupo, composto por quatro adultos e um adolescente, operava sob um modus operandi baseado em emboscadas e brutalidade.

O adolescente, identificado como mentor das ações, atraía as jovens para apartamentos — muitas vezes de familiares dos suspeitos — sob pretextos românticos ou sociais, onde a vítima era então submetida a agressões físicas e abusos sexuais cometidos ou facilitados pelos outros envolvidos.
Entre os novos casos em apuração, consta um abuso ocorrido em 2023 contra uma adolescente, na época com 14 anos, dentro de um imóvel ligado à família de Mattheus Veríssimo Zoel Martins, um dos réus no caso principal. Nesse caso, participaram da ação Matheus e o mesmo menor envolvido no caso mais recente. Outra denúncia, datada de outubro de 2025, aponta um crime cometido por Vitor Hugo Oliveira Simonin durante um evento escolar.
A Polícia Civil também investiga um terceiro relato envolvendo um salão de festas, reforçando a suspeita de que a prática criminosa era recorrente. Atualmente, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, João Gabriel Xavier Bertho e Mattheus Veríssimo Zoel Martins respondem como réus por estupro qualificado e cárcere privado.
Diante da demonstração de reincidência e da gravidade dos novos relatos, a Justiça do Rio de Janeiro determinou a internação provisória do adolescente envolvido. O Ministério Público e a Polícia Civil seguem coletando provas digitais e depoimentos para consolidar a extensão da participação de cada suspeito em todos os episódios denunciados.

