BRASÍLIA - Os planos do PMDB não se resumem a trocar o nome do partido e voltar para o nome original, o velho MDB de doutor Ulysses Guimarães. Vencidos os fantasmas da denúncia contra o presidente Michel Temer, a sigla pretende ganhar corpo nos estados, fazendo mais governadores no ano que vem e engrossando as bancadas na Câmara e no Senado nas eleições de 2018. E pavimentar o caminho para em 2022 ter um nome forte para lançar ao Palácio do Planalto.
Nesta quarta-feira, o PMDB deu um passo importante no quadro regional ao oficializar a filiação de dois novos quadros no PMDB: o senador Fernando Bezerra Coelho e seu filho, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho. A entrada de Bezerra Coelho acontece já com o arranjo de que ele se lance ao governo de Pernambuco em 2018. A aliança irritou o DEM, aliado do PMDB no governo federal.
O partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), vinha fazendo tratativas para incorporar os dois aos seus quadros. Eles estavam no PSB, mas se recusavam a seguir a decisão do partido de romper com o governo. Tão logo soube do acerto fechado pelo PMDB, o líder do DEM na Câmara, deputado Efraim Filho (PB) reagiu, dizendo que a sigla "daria o troco". Por outro lado, o PSDB local parece estar se azeitando para fazer parte da chapa peemedebista. O ministro das Cidades, o tucano pernambucano Bruno Araújo, participou da cerimônia que marcou a filiação de Bezerra Coelho e Coelho Filho ao PMDB.
— O senador Fernando Bezerra Coelho conversou bastante com o PMDB e fez uma opção de vir para o partido para cumprir uma finalidade: disputar o governo de Pernambuco. Vamos ter excelentes candidatos em diversos estados. E vamos buscar para 2022 disputar a Presidência com um nome do partido. Estamos firmes para entregar em 2019 um país muito melhor do que aquele que herdamos no impeachment — discursou o presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá (RR).
— Me sinto animado para essa luta. Chego no PMDB para somar — disse Fernando Bezerra Coelho, que já foi filiado ao PMDB por 11 anos.

