Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio, Oazen voltava de moto com amigos de um baile funk e não respeitou a ordem de parar dada pelos policiais, que faziam uma blitz na Rua Tirol, na Freguesia, zona oeste do Rio, na madrugada do dia 28 de abril de 2008. Testemunhas contaram que o estudante teria tentado escapar porque estava sem documentos. Os PMs alegaram que o jovem estava armado e, após o crime, colocaram o corpo na mala da viatura a fim de levá-lo para o hospital. Os acusados foram denunciados por homicídio qualificado e fraude processual.
O julgamento teve início na tarde de quarta-feira, 21. Em sua sentença, o juiz Fábio Uchôa destacou que Fábio Micas Monte agiu com intensa culpabilidade, "na medida em que perseguiu a vítima numa caçada implacável, como um verdadeiro predador no encalço de sua presa, para, enfim, abatê-la com um disparo covarde em sua nuca". Ainda segundo a decisão do magistrado, o PM demorou cerca de uma hora para levar Oazen ao hospital. E fraudou a colocação de uma arma de fogo nas mãos da vítima.
