O PIX, novo meio de pagamentos e transferências disponibilizado pelo Banco Central, começou a funcionar oficialmente nesta segunda-feira (16). Ao contrário dos atuais TED e DOC, que funcionam apenas no horário comercial, o sistema permitirá que pessoas físicas e jurídicas realizem transferências ou pagamentos instantâneos a qualquer momento. Os usuários têm feito seus cadastros desde o dia 5/10, quando o sistema entrou em fase de operação restrita para realização de testes.
Um dos principais questionamentos dos usuários a respeito do PIX se refere às tarifas. O Professor Leandro Silva, coordenador dos cursos de gestão e ensino à distância do Centro Universitário Newton Paiva , explica que a operação poderá ser tarifada para todos os usuários. "Cada banco terá sua prerrogativa de cálculo. Porém, os preços devem ser reduzidos em relação ao sistema atual, uma vez que o banco central definiu que será cobrado apenas R﹩0,01 para cada 10 operações".
O especialista afirma que o sistema oferecerá muitas vantagens aos usuários, como redução de custos, aumento da segurança e aprimoramento da experiência dos clientes. "O PIX também deve aumentar a competitividade no mercado financeiro, uma vez que forçará as instituições tradicionais a repensarem seus produtos para manterem seus clientes satisfeitos", afirma.
Segurança
Um dos principais diferenciais do PIX é a segurança. O Banco Central garante que todas as transações ocorrerão por meio de mensagens assinadas digitalmente, que trafegam de forma criptografada, em uma rede protegida e apartada da Internet. Além disso, as informações pessoais dos usuários estarão protegidas pelo sigilo bancário e as medidas de segurança já adotadas em TEDs e DOCs.
No entanto, Leandro chama atenção para alguns cuidados que os usuários devem ter. "É importante ter ciência de que todas as etapas do cadastro e ativação do PIX são feitas pelos aplicativos oficiais das instituições financeiras. Quaisquer contatos por e-mail, SMS ou telefone têm grandes chances de serem fraudes. Além disso, a utilização do sistema exigirá um cuidado extra com a proteção dos smartphones, que serão a principal ferramenta utilizada nas operações", orienta.



