Lurrique Ferrari, piloto que morreu em show no Beto Carrero, tinha 20 anos de carreira em manobras radicais
O piloto Lurrique Ferrari, 36, que morreu neste domingo após um acidente durante o Hot Wheels Epic Show no Beto Carrero World, em Santa Catarina, era um veterano das manobras radicais, com mais de duas décadas de experiência. Natural de Adamantina (SP), ele integrava a equipe do parque desde o fim de 2024 e acabou batendo na rampa durante uma acrobacia.
Lurrique começou a empinar motos aos 16 anos, dedicando-se ao wheeling, modalidade em que o piloto mantém a moto equilibrada em uma ou duas rodas. A prática, proibida no trânsito comum, é realizada apenas em locais autorizados e eventos profissionais. Ao longo da carreira, enfrentou diferentes desafios e acidentes. No início da trajetória, passou meses na China, onde sofreu uma fratura exposta após a moto escapar durante um treino, ficando 15 dias internado. Depois, morou um ano em Dubai, onde participava de shows inspirados em cenas de filme.
No Beto Carrero, Lurrique integrava o elenco do Hot Wheels Epic Show e definia o trabalho como “o melhor do mundo”. Em entrevista a um canal especializado em janeiro, disse que vivia “a minha hora de ser feliz” e que chegava ao parque sempre empolgado. Ele também mencionou a pressão das apresentações — que chegavam a reunir até 3 mil pessoas — e citou dificuldades com a pista molhada, que, segundo ele, se tornava ainda mais lisa devido à película de borracha.
Vídeos registrados pelo público mostram que chovia no momento do acidente e que o piso estava visivelmente molhado enquanto o piloto realizava o salto que resultou na batida. Autoridades investigam as circunstâncias da apresentação.

