BRASÍLIA — A Procuradoria-Geral da República () pediu, na quarta-feira, a instauração de um novo inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, (PSD), com base na delação premiada de executivos da , controladora da JBS. O conteúdo do pedido não foi divulgado.
Os delatores — R$ 29 milhões entre 2010 e 2016, pagos em parcelas mensais de R$ 350 mil; e outros R$ 7 milhões em 2014, ao vender apoio político ao PT. Em nota divulgada na época da divulgação da delação, o ministro negou os fatos.
O processo tramita desde maio de 2017 no STF. Inicialmente, ele foi distribuído para o ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no tribunal, que homologou a delação dos executivos da empresa. Ainda naquele mês, Fachin enviou o processo para a PGR, pedindo um posicionamento sobre se ele deveria continuar na frente do caso ou se o inquérito deveria ser redistribuído.
A manifestação só veio em setembro, nos últimos dias da gestão de Rodrigo Janot. O processo foi redistribuído para o ministro Alexandre de Moraes, que o enviou novamente para a Procuradoria no início de outubro. A resposta, já na gestão de Raquel Dodge, chegou somente agora. Moraes decidirá se concorda ou não com a abertura do inquérito.
O ministro é investigado em dois inquéritos no STF, .

