O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou nesta terça-feira (27) ao STF (Supremo Tribunal Federal) ser contra abrir investigação pelos crimes de advocacia administrativa e corrupção ativa contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com base na divulgação do telefonema com o senador Jorge Kajuru (GO) sobre a CPI da Covid-19. Ele pede que a ação seja arquivada.
Em um dos trechos, Aras explicou sobre a acusação de advocacia administrativa. "Não há como se extrair das falas transcritas que o Presidente da República defendeu, ao manifestar-se pela ampliação da investigação, interesses particulares de outrem, tendo ele deixado claro tratar-se, sob seu ponto de vista, do melhor cenário para o País". Segundo o procurador-geral, o "fato de o parlamentar ter manifestado previamente sua intenção de ouvir prefeitos e governadores também afasta a caracterização de crime de corrupção", e que "Dos diálogos reproduzidos não se depreende qualquer vantagem, sobretudo indevida, ofertada (ou prometida) pelo Presidente da República ao Senador interlocutor".
A conversa foi gravada e divulgada pelo próprio senador Kajuru, no último dia 11 de abril. Na conversa, o presidente também ameaçou agredir o o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do pedido de abertura da CPI da Covid-19.

