O terceiro trimestre de 2024 foi marcado por um alarmante aumento da violência política no Brasil, com 323 casos registrados, segundo o Observatório de Violência Política e Eleitoral da UniRio. Este é o trimestre mais violento dos últimos cinco anos e inclui a fase final das pré-campanhas e o período eleitoral para as eleições municipais.
O levantamento, que analisa dados desde 2019, mostra que os números de julho a setembro superam os 236 casos do mesmo período de 2020. Os casos deste ano incluem 242 registros de violência física e psicológica, além de 81 ocorrências classificadas como violência semiótica, econômica e sexual.
São Paulo lidera em casos, com 58 ocorrências, seguido por Rio de Janeiro (42), Ceará (23), Bahia (22) e Paraíba (21). O tipo de violência mais comum foi a ameaça, com 80 casos. A escalada de violência gerou preocupações entre candidatos, como Alysson da Saúde (PT), que recebeu ameaças de morte, e Filipe Carielo (PSD), que foi ameaçado com um facão.
Partidos de diversas siglas foram afetados, com petistas, MDB e União Brasil entre os mais atingidos. Em resposta, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, anunciou a criação de um Observatório Permanente Contra a Violência Política. Especialistas alertam que a resolução do problema passa pelo resgate do diálogo e do debate cívico na política brasileira.



