Para o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto D'ávila "não houve recuo" em relação à resistência e às críticas ao programa federal. "Apenas seguimos decisão judicial", afirmou. "Somos braço do Estado, mas não somos governo."
D'ávila lembrou que a Advocacia Geral da União (AGU) concordou em atender a exigência do conselho federal de saber quem serão os tutores e supervisores dos médicos e onde eles irão trabalhar, a fim de poder acompanhar e fiscalizar sua atuação. A expectativa é de receber estas informações em 15 dias. Caso contrário, a justiça será acionada.
O presidente do CFM disse que o programa tem "caráter eleitoreiro e populista", e que o governo federal "quer que se acredite que o caos, o descaso e o abandono do SUS nos últimos dez anos serão resolvidos com a vinda dos estrangeiros".



