"Dentro do Metrô, nós vamos fazer um plano de PDV. Estamos analisando a possibilidade de incentivar ou motivar algumas pessoas que queiram sair, a possibilidade de antecipar algumas aposentadorias", disse Fernandes nesta segunda-feira, 07, após participar de um fórum no Ministério Público Estadual para discutir o sistema de tarifação.
Contudo, o dirigente diz que a parte operativa não deverá ser atingida. "Nada que possa afetar a operação, (será) mais o pessoal ligado à parte administrativa." Nem ele nem o diretor de Finanças do Metrô, José Guilherme Rocha, informaram quantas pessoas serão demitidas no PDV. A empresa possui mais de 9,3 mil funcionários.
Fernandes destacou que o Metrô teve "muita sorte" nas negociações de alguns contratos de energia elétrica para os próximos dois anos no mercado aberto, o que já teria trazido certa redução de gastos à empresa. O secretário afirmou ainda que existe uma "orientação" interna "de busca de redução de custo de toda a natureza".
Já na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), outra empresa subordinada à pasta de Transportes Metropolitanos, Fernandes disse que o Estado irá bancar o congelamento. "No Metrô, redução de custos. Na CPTM, possivelmente o Estado vai ter que bancar a diferença." O secretário de Alckmin garantiu que "não está na ordem do dia" nenhum aumento de carga tributária por parte do Executivo estadual para contornar a estabilidade do preço da tarifa neste ano.
Ele não disse, porém, sobre planos de manter o preço do tíquete de metrô e trens congelado em R$ 3 ano que vem, como fará a Prefeitura com os ônibus.
O Sindicato dos Metroviários questionará o PDV. "O problema do metrô não é a tarifa. Todo o dia vemos denúncias sobre licitações fraudulentas, o que falta é o dinheiro do 'propinoduto'", disse Alex Fernandes, membro da diretoria do órgão, em referência à suposta formação de cartel nas empresas contratadas por Metrô e CPTM.

