A pandemia de COVID-19 exigiu uma mudança de hábitos em todo o mundo. O Brasil, como um dos países mais afetados pela doença, sofreu com os impactos em diversos setores, principalmente as ONGs. Reflexo desse cenário é que 64% das ONGs nas regiões Norte e Centro Oeste afirmam que a falta de dinheiro foi uma das principais dificuldades enfrentadas durante a pandemia, segundo pesquisa do Datafolha em parceria com a Ambev.
Além disso, alimentos e cestas básicas foram os principais produtos doados a 51% das organizações dessas regiões. Ainda assim, 43% dessas ONGs deixaram de atender a comunidade por falta de recursos.
Os dados mostram que os desafios já enfrentados pelas ONGs foram acentuados com o cenário atual e traçam um futuro ainda incerto para as gestões. Dentre as principais dificuldades destacadas para sobreviver ao pós-pandemia estão a falta de suporte financeiro (41%), doações de materiais e equipamentos (13%) e voluntários para ajudarem a organização a se reerguer (11%).
A falta de suporte também levou 59% das ONGs a afirmarem que não atenderam mais pessoas durante a pandemia. Em contraponto, os gastos apenas aumentaram em 2020.
A compra de produtos relacionados à prevenção da COVID-19 (20%), alimentos (14%) e investimentos em estrutura para trabalho remoto (10%) entraram na rotina das organizações que foram obrigadas a se reinventar em um período que exigiu muita criatividade, paciência e colaboração.
"Com um maior envolvimento e apoio conjunto entre a comunidade, empresas e governo, o trabalho dessas organizações pode ter um impacto positivo ainda maior, principalmente no cenário que vivemos atualmente”, comenta Carlos Pignatari, gerente de Impacto Social na Ambev.
Diante das dificuldades vividas este ano, a internet refletiu o interesse do brasileiro: nunca se buscou tanto por "como ajudar" quanto em 2020. E, apesar da necessidade de doações ser um ponto recorrente na realidade das organizações antes da pandemia - 23% delas relataram esse problema -, a colaboração das pessoas foi fundamental para que elas se mantivessem firmes.
As principais doações recebidas foram de alimentos e cestas básicas (45%), produtos relacionados à prevenção da COVID-19 (28%), produtos de higiene pessoal (25%) e contribuições financeiras (21%



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