Pacientes acusam médico por abuso sexual durante consultas

Por Portal do Holanda

21/09/2020 12h47 — em Brasil

Pacientes denunciam médico por abuso sexual dentro do consultório -Foto: Reprodução

O médico nutrológo Abib Maldaun Neto, está sendo acusado por suas pacientes mulheres de cometer abuso sexual com elas dentro do seu próprio consultório nos Jardins, em uma área nobre de São Paulo. O médico nega os abusos.

Segundo um site de notícias do Globo, as pacientes tinham entre 17 e 31 anos na época dos abusos e estavam sozinhas durante as consultas. Os casos começaram em 2012. 

Pelo menos, cinco pacientes relatam terem sido vítimas de abuso dentro do consultório do médico. De acordo com o relato das vítimas, o crime ocorreu durante a realização de exames físicos. Em depoimento, elas disseram que procuraram atendimento pois ele era um médico renomado e que atendia celebridades. 

As pacientes não se conhecem, mas tiveram relatos parecidos. Elas dizem que só tiveram certeza do abuso após conversas com outros médicos e terapeutas. “Ele me fez deitar na maca, tirar a roupa. Ele começou um procedimento de auscultar meu coração e, já logo naquele dia, eu senti que ele botou a mão um pouco mais estranho quando ele foi auscultar meu coração, botou a mão no meu peito. Até o momento que ele pediu que eu tirasse a calcinha. E, na hora, me passou milhões de coisas na cabeça, mas não fui capaz nem de perguntar por que, nem de falar não”, conta uma paciente que preferiu não se identificar.

O médico Abib Maldaun Neto não quis dar entrevista e se manifestou em nota. “Mantenho a consciência tranquila, pois em décadas arduamente dedicadas à medicina jamais pratiquei qualquer ato imoral ou ilegal contra qualquer paciente ou cidadão. Sempre atuei de forma ética, integra e profissional zelando pela dignidade da honrosa profissão a qual dedico a minha vida, por esta razão sempre colaborei com o processo, comparecendo em todos os atos e me colocando à disposição da justiça a fim de que a verdade real dos fatos seja devidamente comprovada”, diz o texto.

Abib já foi condenado em segunda instância por violação sexual mediante fraude pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, mas continua atendendo com autorização do Conselho Regional de Medicina (Cremesp).