O pedido de abertura da CPI dos transportes, do vereador Paulo Búfalo (Psol), está na Câmara desde janeiro. Com a onda de protestos, Búfalo retomou a busca por assinaturas para conseguir abrir a comissão - faltam seis. Até esta segunda-feira, cinco vereadores tinham assinado o pedido de CPI - todos do PT, partido que faz oposição ao governo Jonas Donizette (PSB), que tem como aliado o PSDB. O pedido tem como base um decisão de 2012 do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que apontou irregularidade no modelo de licitação para o setor e orientou que fossem feitos novos contratos.
"Campinas consolidou-se como uma cidade com as tarifas mais caras do País. No ano passado, houve outras desonerações que não influenciaram no preço da tarifa. Elas não chegaram ao consumidor", afirmou o vereador do Psol. O líder do governo na Câmara Municipal, Rafa Zimbaldi (PP), afirmou que não existem valores a serem cortados. Nesta segunda-feira, Donizette determinou o envio para a Casa da planilha de custos do transporte e o relatório do sistema de compensação de receitas, que detalha o faturamento de cada concessionária.
Tarifa
Passou a valer nesta segunda a nova tarifa do transporte público no município. O aumento na cidade foi dado em dezembro. Dias antes da primeira grande manifestação na cidade, o prefeito de Campinas anunciou que reduziria o valor da passagem para 3,20 reais por causa da desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), feita pelo governo federal, para as empresas do setor.
Na quarta-feira, 19, após o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciarem a redução das tarifas na capital paulista para 3 reais, Donizette decidiu também baixar o preço local, e cortou mais 20 centavos do valor, voltando ao cobrado até o aumento de 2012.
A prefeitura ainda não sabe de onde vai tirar dinheiro para compensar as empresas de ônibus da cidade, que recebem um subsídio de R$ 36 milhões ao ano. A Associação das Empresas de Transporte Urbano de Campinas (Transurc) afirmou que esse subsídio precisa ser elevado a R$ 100 milhões para compensar a redução.

