O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta quinta-feira (7) que a oposição no Senado atingiu as 41 assinaturas necessárias para protocolar um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). "Em frente, a tirania cairá", declarou o parlamentar nas redes sociais, comemorando a adesão do senador Laércio Oliveira (PP-SE), o último a assinar o documento.
Nikolas explicou que, com a maioria formada, agora cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidir se dará andamento à denúncia. Caso aceite, será formada uma comissão especial, e Moraes poderá apresentar sua defesa. O afastamento do ministro só ocorrerá após votação em plenário com o apoio de, no mínimo, 54 senadores — dois terços da Casa.
Em publicação na rede X (antigo Twitter), Nikolas detalhou o rito do processo, que inclui leitura da denúncia, análise da comissão especial e votação do parecer final. O deputado destacou que, se aprovado nessa etapa, Moraes será afastado imediatamente, até a decisão final do plenário. O movimento é liderado por parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que têm criticado a atuação do ministro no STF.
Durante coletiva da oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou a articulação como “um momento histórico” e defendeu limites à atuação de Moraes. “Estive com o meu pai ontem e é duro ver alguém honesto passar por isso. Ele se mostrou muito forte e nos fortaleceu”, disse Flávio, em referência ao ex-presidente.
Apesar do avanço da articulação, ainda há incerteza sobre a disposição de Alcolumbre em aceitar o pedido. Paralelamente, outras lideranças políticas, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), avaliam que o Congresso não tem votos suficientes para levar o impeachment adiante neste momento.


