A Polícia Federal, por meio da operação Ptolomeu, revelou o nome central do possível “operador financeiro” da cúpula do governo do Acre, que seria Eduardo Braga da Rocha. A PF acredita que Eduardo é o principal operador financeiro do governador Gladson Cameli, conforme informação divulgada no Blog do Fausto Macedo, do Estadão.
O governador é considerado chefe da organização criminosa que suspeita de se apossar de contratos milionários nas áreas de saúde e infraestrutura.
Eduardo da Rocha estava em cargo comissionado no governo do Acre, porém, foi afastado da função por ordem da ministra Nancy Andrigui, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A PF aponta que a operação Ptolomeu possui provas da proximidade de Eduardo com o governador. Conforme a investigação, a PF acredita que Eduardo da Rocha é responsável por gerir e organizar as finanças do governador; negociar e receber propina dos contratos firmados; e delegar serviços menos importantes para quem está em posição abaixo da sua na organização criminosa.
A Ptolomeu revelou diálogos que apontam ascensão de Eduardo dentro da organização e que hoje tem proximidade com o governador do Acre. Em uma dessas conversas, recuperadas do celular de alvo da Operação Atlântida, uma empresa teria pago propina de R$ 500 mil a Eduardo por contrato fechado com o governo acreano.
De acordo com o Blog do Estadão, Rocha ocupa cargo comissionado de chefe de Departamento da Casa Civil do Acre, com salário de R$ 11 mil. Contudo, segundo a PF, ele não presta serviços no órgão, mas sim atende pedidos privados do governador e que atualmente estaria gerenciando obra de uma mansão para Gladson.
Ele é monitorado pela PF desde julho de 2022.
Irmão de Eduardo
A PF ainda aponta que o irmão de Eduardo, Daniel, e o pai do governador do Acre, Eladio Cameli, possuem proximidade. As investigações apontam que os irmãos Eduardo e Daniel são de Manaus, onde mora a família do governador do Acre, e que se mudaram para o Acre quando Gladson assumiu o mandato.
Daniel já ocupou cargo no governo de diretor de Infraestrutura e Logística na Secretaria de Educação e Esportes e depois passou a ser diretor administrativo na Secretaria de Saúde, onde contratos são alvos da operação da PF.
A Ptolomeu indica irregularidades em um contrato para manutenção predial de instalações da Saúde, com fortes indícios para desvio de recursos públicos.
O governador do Acre nega relação com a organização criminosa e afirma que sua gestão esta colaborando com as investigações da operação Ptolomeu.

