Onze policiais militares são suspeitos de estupro coletivo contra uma mulher, ocorrido durante uma festa no Guarujá, litoral de São Paulo. O crime ocorreu em agosto de 2023, mas só foi denunciado em dezembro, quando a vítima descobriu que estava grávida.
De acordo com o Uol, a vítima, uma mulher de 33 anos, citou no Boletim de Ocorrência, uma 12 pessoa, que também teria participado do crime. Ela acredita ter sido dopada antes de ser vítima do abuso. Em seu relato à Polícia Civil, mencionou ter se sentido mal e perdido a consciência após ingerir uma bebida, durante um churrasco em uma casa alugada por policiais.
A mulher só se lembra de acordar em um quarto com vários homens, e de ouvir um dos suspeitos dizer: “vai logo, agora é a minha vez”.
Um amigo disse à vítima que ela havia sido estuprada por "aproximadamente 12 homens". Segundo o relato da mulher, ele descreveu que entrou no quarto onde o grupo a violentava, e a agressão só cessou após a intervenção dele. Ao despertar no dia seguinte, a vítima notou lesões em seu corpo e suspeita que o amigo também a estuprou.
No dia do crime, a mulher procurou atendimento em um posto de saúde devido aos ferimentos, mas, por vergonha, não prosseguiu com o atendimento, afirma o boletim de ocorrência.
No depoimento, a mulher revelou que descobriu sua gravidez após o estupro. Ela explicou às autoridades que demorou a perceber devido à irregularidade menstrual. Segundo informações do G1 SP, a vítima optou por interromper a gestação.
O caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do Guarujá e está sob segredo de Justiça. Foram requisitados exames sexológicos e médicos para a vítima.
A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo pediu o afastamento dos 11 PMs suspeitos do crime e pede que ocorra assim que os mesmos forem identificados. Até agora, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) não forneceu informações ou divulgou a identidade dos policiais mencionados pela mulher de 33 anos.

