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Omar e outros senadores reagem a pronunciamento de Bolsonaro:'atraso fatal'

Omar e outros senadores reagem a pronunciamento de Bolsonaro:'atraso fatal'
Omar e outros senadores reagem a pronunciamento de Bolsonaro:'atraso fatal'

Senadores que compõem a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, reagiram por meio de nota, ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, realizado na noite desta quarta-feira (2).

O presidente comemorou a marca de 100 milhões de vacinas distribuídas e segundo ele, o Brasil é o quarto país que mais vacina.  

A comemoração tardia, foi duramente criticada por parlamentares, que disseram que o atraso do governo para conseguir as vacinas é "desumano e indefensável". Eles destacaram que o presidente sabota a ciência, defende medicamentos não comprovados no tratamento da doença e estimula aglomerações. "Um atraso de 432 dias e a morte de quase 470 mil brasileiros, desumano e indefensável. A fala deveria ser materializada na aceitação das vacinas do Butantan e da Pfizer no meio do ano passado, quando o governo deixou de comprar 130 milhões de doses, suficientes para metade da população brasileira. Optou-se por desqualificar vacinas, sabotar a ciência, estimular aglomerações, conspirar contra o isolamento e prescrever medicamentos ineficazes para a Covid-19", disseram os senadores no documento.

 

Confira o texto na íntegra:

“Um atraso de 432 dias e a morte de 470 mil brasileiros, desumano e indefensável. A fala deveria ser materializada na aceitação das vacinas do Butantan e da Pfizer no meio do ano passado, quando o governo deixou de comprar 130 milhões de doses, suficientes para metade da população brasileira

Optou-se por desqualificar vacinas, sabotar a ciência, estimular aglomerações, conspirar contra o isolamento e prescrever medicamentos ineficazes para a Covid-19.

A reação é consequência do trabalho desta CPI e da pressão da sociedade brasileira que ocupou as ruas contra o obscurantismo.

Embora sinalize com recuo no negacionismo, esse reposicionamento vem tarde demais. A CPI volta a lamentar a perda de tantas vidas e dores que poderiam ter sido evitadas.”

O texto foi assinado pelo Senador Omar Aziz, presidente da CPI e apoiado pelos senadores Randolfe Rodrigues, Renan Calheiros, Tasso Jereissati, Otto Alencar, Humberto Costa, Eduardo Braga, Alessandro Vieira e Rogério Carvalho.

 

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