Ioschpe citou a taxa de matrícula do Brasil em ensino superior, que ainda está abaixo de muitos países emergentes, e disse que o problema da educação brasileira é de qualidade, não de quantidade. "Isso é uma constatação infeliz, porque é mais difícil solucionar problemas qualitativos. Aumentar o volume de investimento em educação no Brasil não vai resolver", relatou.
De acordo com o economista, a chave das deficiências do setor é aquilo que acontece dentro de sala de aula. "Qualquer mudança que não altere essa relação entre professor e aluno irá se mostrar ineficaz para resolver os desafios brasileiros em educação", afirmou. Segundo ele, gastar mais em educação, nesse sistema atual, servirá apenas para perpetuar o problema, e não resolvê-lo.
Para avançar na geração de mão de obra qualificada no Brasil, Ioschpe afirmou ser necessário melhorar a oferta de educação com base em um tripé que engloba formação de professores, práticas de sala de aula e qualificação de diretores escolares. Além disso, ele defendeu uma maior informação por parte das famílias.
No evento, ele apresentou uma proposta de que todas as escolas brasileiras informem na entrada a avaliação que receberam no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e aproveitou a presença do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para pedir apoio do governo federal na aprovação de uma lei nesse sentido.

