"Manifestações de protestos e passeatas são inerentes à democracia, causam transtornos, incômodos e contratempos. Mas, isso faz parte da democracia. Inaceitável é a truculência com que a Polícia agiu, a exemplo de como fazia à época do regime autoritário. Intolerância, violência, são incompatíveis com o processo democrático", criticou. "Esses aumentos nas tarifas das passagens dos transportes coletivos são fixados sem qualquer transparência ou explicação, o que justifica plenamente que as milhares de pessoas prejudicadas protestem."
Apesar da crítica às ações policiais, Damous não foi condescendente com atos praticados por manifestantes, que geraram danos nas cidades. "Por outro lado, a legitimidade dos protestos não justifica a depredação do patrimônio público e atos de vandalismo. É preciso que as partes dialoguem e negociem. Mas a iniciativa deve partir do governo. Os nossos governantes têm que aprender de uma vez por todas que não se constrói a democracia com o espancamento de manifestantes nem com matança de índios", ressaltou Damous.
