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'No cenário político brasileiro, fazer análise para outubro é impossível', diz Maia

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BRASÍLIA - O presidente da República em exercício, deputado , voltou a comentar nesta quinta-feira o resultado do julgamento de ontem, que manteve a condenação do ex-presidente . Para Maia, apesar das implicações do resultado do julgamento em uma possível candidatura presidencial de Lula, ainda é impossível fazer análises sobre as .

— No cenário político brasileiro de hoje, você fazer uma análise para daqui 24 horas tá difícil. Para outubro então, parece impossível. A condenação está colocada e as implicações estão dadas. Acho que agora a gente deve estar reafirmando a nossa democracia, e o bom funcionamento das nossas instituições. O julgamento de ontem provou que, apesar de tudo, as instituições funcionam com independência e liberdade para julgar qualquer brasileiro — declarou o presidente em exercício.

O comentário veio após uma reunião de Rodrigo Maia com o presidente em exercício do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins. Martins foi quem concedeu liminar, no último sábado, autorizando a posse da deputada Cristiane Brasil (PTB) como ministra do Trabalho. A posse, no entanto, foi suspensa e aguarda decisão definitiva da ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Rodrigo Maia negou que o imbróglio sobre a posse de Cristiane Brasil tenha sido ponto de pauta do encontro com o presidente do STJ:

— A situação da Cristiane Brasil não está mais no STJ. Eu deveria estar aqui antes, se fosse o caso. Agora está no Supremo, mas eu também não tratei com a presidente Cármen Lúcia ontem, porque quem vai tratar com ela será a Advogacia-Geral da União. Essa foi uma visita institucional para mostrar que os poderes estão dialogando — argumentou Maia.

O ministro Humberto Martins também negou que o tema estivesse em discussão e afirmou que a decisão agora compete ao Supremo:

— A posição do STJ já foi tomada, nosso voto já foi dado, agora compete ao Supremo Tribunal. Nós entendemos que a competência era do Superior Tribunal de Justiça, e a decisão final é do Supremo Tribunal Federal — concluiu o ministro.

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