O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, abordou nesta segunda-feira (27), a deportação de brasileiros dos Estados Unidos, destacando que esse processo deve respeitar a dignidade humana, conforme estipulado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. Em um almoço com empresários em São Paulo, Lewandowski enfatizou que a deportação está prevista em tratado, mas não deve infringir os direitos dos deportados, especialmente daqueles que não são criminosos.
Recentemente, brasileiros deportados relataram agressões e tratamento desumano durante o voo de repatriação, incluindo o uso de correntes para imobilizá-los. Após aterrissar em Manaus, a Força Aérea Brasileira foi acionada para transportar o grupo de 88 pessoas para Belo Horizonte, onde as denúncias de maus-tratos foram recebidas pelo ministro.
Lewandowski expressou preocupação com possíveis constrangimentos diplomáticos e afirmou ter discutido o caso com o presidente Lula, que determinou o uso da FAB para garantir que os brasileiros fossem tratados com dignidade. O ministro destacou a necessidade de respeito à soberania brasileira e de tratar os deportados como cidadãos que buscam melhores oportunidades de trabalho.
O ministro repetiu que o governo federal não tem intenção de fazer qualquer tipo de "provocação" aos Estados Unidos ou de "afrontar quem quer que seja". O presidente Donald Trump acaba de iniciar o seu novo mandato à frente da Casa Branca. Fez questão de tratar os deportados, contudo, como "inocentes que foram lá buscar trabalho, que eventualmente aqui não tiveram", o que destoa do discurso anti-imigração de Trump.

