"A cidade não esquecerá o que viveu nas últimas semanas. Aprendemos que só a luta dos de baixo podem derrotar os interesses impostos de cima", afirmou o grupo, em um comunicado no Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, na manhã desta quinta. O MPL mantém a reivindicação de tarifa zero, mas diz que ainda não decidiu se irá realizar novos protestos, além do ato marcado para a tarde de hoje.
De acordo com os representantes do MPL a rede advogados que apoia o grupo está avaliando os casos de presos e pessoas processadas depois dos protestos, por se sentirem responsáveis pela convocação do ato e mobilização das pessoas nas ruas. Os advogados estão verificando quais pessoas agiram de forma criminosa ou foram detidos por repressão social. Os vândalos ou criminosos reincidentes serão encaminhados para a Defensoria Pública, segundo o MPL.
"O movimento não faz distinção (de nenhum acusado). Na repressão, não importa se é um integrante do Passe Livre, jornalista ou morador de rua. Ninguém que foi preso e está sendo processado por conta das manifestações deve seguir processado e detido", afirmou Mayara Vivian, uma das ativistas que representa a organização. A ativista diz que o movimento tem dúvidas ainda sobre se as pessoas acusadas realmente são culpadas e vai analisar os casos. Na coletiva, o MPL se posicionou a favor da ocupação das ruas de forma pacífica.
Equívoco
Questionada durante entrevista coletiva sobre a passeata organizada por militantes do PT pelas redes sociais. Mayara disse que isso é "no mínimo um equívoco". "Mas todos são bem-vindos", completou a ativista. Segundo o MPL, a organização não foi comunicada sobre o evento, que para eles seria feito por iniciativa exclusiva do presidente nacional do PT, Rui Falcão.

