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MPF investiga se Pazuello favoreceu empresa em contrato da vacina Covaxin

MPF investiga se Pazuello favoreceu empresa em contrato da vacina Covaxin
MPF investiga se Pazuello favoreceu empresa em contrato da vacina Covaxin

O Ministério da Saúde está no centro de uma nova investigação, dessa vez promovida pelo Ministério Público Federal (MPF). O órgão encontrou um ponto de irregularidade no contrato do ministério com a Precisa Medicamentos que negocia a compra da vacina Covaxin, da Índia. 

Segundo divulgado pelo jornal Folha de São Paulo, a suspeita é que a pasta possa ter favorecido a empresa durante as tratativas ainda durante a gestão do ex-ministro Eduardo Pazuello. 

O ponto em questão é o descumprimento no prazo de entrega das vacinas. Conforme o contrato assinado no dia 25 de fevereiro, a farmacêutica deveria entregar 20 milhões de doses ao ministério após a assinatura do documento, sendo o primeiro lote de 16 milhões e 4 milhões no segundo.

Porém, o prazo da primeira entrega já expirou e nenhuma sanção foi aplicada. O prazo do segundo lote vence no próximo dia 6 de maio e também não há previsão de que ele seja entregue. 

Além disso, o contrato traz a assinatura com a data de 25 de fevereiro, mas no dia 22, três dias antes o MS já havia autorizado o pagamento no valor de R$ 1,61 bilhão, embora o mesmo ainda não tenha sido concretizado.

Para o MPF, o ministério não está cumprindo com as cláusulas contratuais e nem levando em consideração o descumprimento dos prazos estabelecidos no acordo. Por isso, pode estar favorecendo à empresa.

O ministério nega irregularidades. Vale lembrar, que a Covaxin não tem a aprovação da Anvisa para uso emergencial e nem obteve o certificado de boas práticas de fabricação. 

Os técnicos do órgão estiveram na Bharat Biotech, que produz a vacina na Índia e não aprovaram a empresa no processo.

Além disso, o MPF também apura a suspeita de que autoridades do ministério possam ter pressionado técnicos para resolver o problema da licença de importação, fato que também é negado pela pasta. 

Todas as informações obtidas pelo MPF e que levam à suspeita de favorecimento constam no processo que investiga Pazuello por omissão no colapso de Manaus, bem a suposta improbidade administrativa cometida nos atos de compra e distribuição de vacinas e medicamentos.

A Procuradoria deve pedir cópias do contrato com a Precisa Medicamentos e cobrar explicações de todos os envolvidos na assinatura e demais trâmites do contrato.

 

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