O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu que o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, o Suel, seja levado a júri popular pela morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Os promotores Eduardo Morais Martins e Mario Jessen Lavareda pedem que Suel seja condenado por dois homicídios qualificados (motivo torpe, emboscada e impossibilidade de defesa da vítima), e pela tentativa de homicídio da assessora de Marielle que estava no carro no dia do crime.
O MP também pediu que Suel seja mantido em um presídio de segurança máxima, "uma vez que não estará exposto aos estímulos que o fizeram se dedicar à vida criminosa".
"Não bastasse a existência de fortes indícios do essencial auxílio do acusado no 'pré-crime', tal como apontado pelo colaborador (Élcio Queiroz), comprovou-se que o auxílio de Maxwell à empreitada criminosa prosseguiu no 'pós-crime', na medida em que, sempre seguindo plano previamente ajustado entre os envolvidos, além de fornecer inegável ajuda aos executores para a obtenção de uma nova placa, bem como para a troca, destruição e desaparecimento daquela que anteriormente guarnecia o automóvel, juntamente com algumas das cápsulas dos projéteis, foi ele o responsável por contactar o indivíduo que fez desaparecer o Chevrolet Cobalt utilizado na empreitada", diz um trecho do relatório.
Maxwell foi preso em julho do ano passado durante a Operação Élpis da Polícia Federal. Em 2021 ele chegou a ser condenado por atrapalhar o trabalho da polícia.

