Nesta quinta-feira, em cerimônia para revisão de normas trabalhistas, o chefe do Executivo previu desabastecimento no País no próximo ano por falta de fertilizantes. "Vou avisar um ano antes. Por questão de crise energética, a China começa a produzir menos fertilizantes. Já aumentou de preço, vai aumentar mais e vai faltar. A cada cinco pratos de comida no mundo, um sai do Brasil. Vamos ter problemas de abastecimento no ano que vem", declarou Bolsonaro, que prometeu um plano emergencial para conter o impasse.
Questionado sobre o tema na sua chegada ao Planalto nesta sexta, Mourão respondeu que solucionar o problema "não é simples". De acordo com o vice-presidente, existe uma grande mina de potássio a ser explorada na Amazônia, mas que estaria aguardando licenciamento por conta de comunidades indígenas dos arredores. "Seria uma renda de R$ 10 bilhões por ano para o Estado do Amazonas, além de nos tornar autossuficientes no potássio, fonte de vários fertilizantes", afirmou. Mas ele não quis tecer mais comentários sobre o tema. "Presidente deve estar recebendo dados que eu não possuo ainda".
Viagem .
Mourão disse ainda que todos os objetivos do governo foram cumpridos durante sua viagem ao exterior, marcada por encontros bilaterais com autoridades e investidores. "Fizemos palestra para a comunidade internacional sobre a Amazônia", declarou. O vice-presidente também destacou o apoio da Grécia à entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), hoje travada. "Essa questão (ingresso do País no grupo) avançou muito", garantiu Mourão, sem oferecer mais detalhes.


