Manaus/AM - Após ser assassinada aos 13 anos, em 1941, a cearense Benigna Cardoso da Silva foi beatificada na tarde desta segunda-feira (24), no Crato, no sertão do Ceará, pelo cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, que representa o papa Francisco. Ela é venerada por católicos como um mártir da pureza e da castidade.
Historiadores contam que quando Benigna tinha 12 anos, era assediada por um jovem chamado Raul Alvez, de 16 anos. Até uma certa ocasião que Benigna foi a um poço buscar água e ele tentou estuprá-la. Sem sucesso, por conta da resistência da jovem, ele a golpeou com um facão e ela morreu em 24 de outubro daquele ano.
“Ela rejeitou por ver no ato uma ofensa a Deus e, em consequência, ele a golpeou várias vezes com facão, tirando a sua vida. Desde então, ela é invocada como mártir, heroína da castidade, mártir da pureza”, disse Danilo Sobreira, coordenador de Pastoral da Paróquia Senhora Sant'Ana de Santana do Cariri, cidade natal de Benigna, à agência Vatican News.

