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Moro rebate críticas da defesa de Lula

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SÃO PAULO - Em mais um round com a defesa do ex-presidente Lula, o juiz Sergio Moro rebateeu as críticas do advogado do petista, Cristiano Zanin Martins, que o acusou de tentativa de intimidação. O juiz disse que o advogado de Lula teve acesso aos documentos das delações da Odebrech antes da audiência de ontem, quando Zanin ingressou com recurso alegando que não teve acesso aos documentos. O advogado pediu a suspensão dos depoimentos a Moro dos executivos Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que pode revisar as decisões de Moro, acatou parcialmente o recurso do petista pedindo que os empresários fossem ouvidos em outra data para que os advogados de Lula pudessem fazer perguntas adicionais. Moro determinou hoje à tarde que Emílio e Alexandrino falem novamente no próximo dia 12, na Justiça Federal de São Paulo por meio de vídeoconferência.

Os depoimento serão tomados no processo em que Lula é acusado de ter recebido benefícios da Odebrecht, como a cobertura vizinha à de sua propriedade, em São Bernardo do Campo, e um prédio para o Instituto Lula. O ex-presidente nega.

A defesa de Lula disse que ao divulgar os acesso feitos aos processos, Moro age contra as regras de jurisdição internacional e fez “interceptação de dados de navegação de um escritório de advocacia”.

Na nota, Moro refutou as acusações. Afirmou que não houve qualquer "espionagem" a escritório de advocacia, mas mera verificação dos acessos ao processo eletrônico da Justiça Federal.

“Cabe, por outro lado, somente ao advogado esclarecer ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região o motivo de ter afirmado que não teria tido acesso aos depoimentos das testemunhas antes do dia 05/06, quando o sistema eletrônico registra acesso dele em 31/05 e 01/06”, escreveu o juiz.

O juiz da Lava-Jato e Zanin têm protagonizado uma série de embates nas audiências da Justiça Federal de Curitiba. O advogado tem acusado Moro de intimidação, censura à defesa e falta de “paridade de armas”, sob a alegação de que não tem acesso a diversos documentos utilizados pelo Ministério Público para embasar a acusação contra Lula. Moro, por sua vez, tem dito que Zanin procura tumultuar as audiências e confundir testemunhas com perguntas repetitivas.

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