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Moraes diz que reunião com BC tratou da Lei Magnitsky, e não do Banco Master

Por Portal Do Holanda

23/12/2025 10h22 — em
Brasil


Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (23) que se reuniu com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar exclusivamente das implicações da Lei Magnitsky, aplicada pelos Estados Unidos, e negou que o encontro tenha abordado o caso do Banco Master.

A declaração foi feita após a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, informar que Moraes teria procurado Galípolo para discutir a venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB), operação barrada pelo Banco Central em setembro por falta de viabilidade econômico-financeira. Segundo a reportagem, o ministro teria feito contatos telefônicos e presenciais para obter informações sobre a análise da transação.

De acordo com o blog, os contatos ocorreram em meio a um contrato firmado pelo escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, para prestação de serviços jurídicos ao Banco Master. A coluna aponta que Moraes teria defendido a aprovação do negócio, o que o ministro nega. Em nota, ele disse que também se reuniu com dirigentes de outras instituições financeiras para tratar dos efeitos da Lei Magnitsky sobre o sistema bancário.

O Banco Central confirmou que manteve reuniões com Alexandre de Moraes para discutir os impactos da aplicação da lei norte-americana. Moraes e a esposa chegaram a ser incluídos na lista de sanções dos Estados Unidos em julho, mas foram retirados no início de dezembro. O caso do Banco Master segue sob investigação, após a prisão do controlador da instituição, Daniel Vorcaro, e a decretação de liquidação extrajudicial do banco pelo BC. 

Nota de Alexandre de Moraes: 

O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que, em virtude da aplicação da Lei Magnistiky, recebeu para reuniões o presidente do Banco Central, a presidente do Banco do Brasil, o Presidente e o vice-presidente Jurídico do Banco Itaú. Além disso, participou de reunião conjunta com os Presidentes da Confederação Nacional das Instituições Financeira, da FEBRABAN, do BTG e os vice-presidentes do Santander e Itaú. Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito. 


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