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Moraes concede prisão domiciliar ao general Augusto Heleno por razões de saúde

Moraes concede prisão domiciliar ao general Augusto Heleno por razões de saúde
Moraes concede prisão domiciliar ao general Augusto Heleno por razões de saúde

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (22) a transferência do general da reserva Augusto Heleno para o regime de prisão domiciliar humanitária. A decisão ocorre após a defesa do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) alegar que o militar sofre de Alzheimer, quadro que teria sido confirmado por perícia médica.

Heleno foi condenado a 21 anos de prisão por integrar o "núcleo crucial" de uma organização criminosa que planejou um golpe de Estado para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.

Condições e Restrições

A concessão do benefício não significa liberdade plena. Para permanecer em sua residência, o general deverá cumprir uma série de medidas cautelares rigorosas:

Monitoramento: Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica.

Isolamento de Comunicação: Proibição total de utilizar redes sociais ou aparelhos celulares e telefones.

Restrição de Visitas: Só poderá receber advogados, médicos e pessoas expressamente autorizadas pelo STF.

Retenção de Documentos: Entrega de todos os passaportes e suspensão de portes de arma de fogo e registros de CAC (Colecionador, Atirador e Caçador).

Saúde: Deslocamentos para fins médicos devem ser autorizados previamente, salvo em casos de urgência, que precisam de justificativa em até 48 horas.

O descumprimento de qualquer uma dessas regras implicará no retorno imediato ao regime fechado.

Divergências no Diagnóstico e Parecer da PGR

A decisão de Moraes foi precedida por um pedido de perícia oficial devido a contradições nos depoimentos. Inicialmente, Heleno afirmou conviver com o Alzheimer desde 2018; posteriormente, a defesa retificou a informação, alegando que o diagnóstico definitivo só ocorreu em janeiro de 2025.

Apesar das divergências de datas, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente à medida. O procurador-geral Paulo Gonet considerou a prisão domiciliar "excepcional e proporcional" à idade e ao estado de saúde do militar, visando evitar o agravamento da doença no sistema prisional comum.

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