O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita de 24 senadores e um deputado federal ao general da reserva Walter Braga Netto, preso em uma unidade do Exército na Vila Militar, no Rio de Janeiro. A decisão foi tomada após solicitações apresentadas pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara.
Segundo o despacho, cada parlamentar poderá visitar Braga Netto em dias diferentes, com limite de até três visitas individuais por dia, em datas a serem definidas com a unidade militar. Não será permitida a entrada de assessores, seguranças, jornalistas ou qualquer tipo de equipamento eletrônico. Também estão proibidos registros de imagem no local.
Entre os nomes autorizados estão o senador Plínio Valério (PSDB-AM), o ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS), o senador Sergio Moro (União-PR), além de outros aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A lista completa inclui parlamentares de diferentes partidos, como PL, União Brasil, Republicanos, PSDB, PP, PSD, Novo, PSB e Podemos.
Braga Netto é um dos oito réus denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. A denúncia, aceita pelo STF em 26 de março, inclui acusações de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada e deterioração de patrimônio tombado. A prisão foi autorizada após pedido da Polícia Federal, que apontou tentativa de interferência nas investigações.

