O corpo dela foi encontrado por volta de 7h30 da manhã de ontem (horário local)pelos seguranças do prédio. A Polícia Científica fez perícia no local e a Polícia Judiciária investiga a morte da modelo. Segundo o Correio da Manhã, Jeniffer teria deixado um bilhete para família em que afirmava querer colocar fim a vida por não aguentar mais a violência do namorado.
Segundo matéria da jornalista Débora Milke, publicada no site gazeta online, para pai da modelo, Girley Vitoriano, a filha pode ter sido atirada pelo namorado. Veja o texto:
A polícia de Portugal possui mais uma linha de investigação para a morte da modelo capixaba Jennifer Corneau, 17 anos, informou o pai da adolescente, Girley Vitorino Silva, 40 anos. Em entrevista à Rádio CBN Vitória (93,5 FM) ele contou que o corpo da filha possui hematomas e escoriações. Jeniffer Corneau teria caído, na madrugada desta sexta-feira (08), do 15º andar do prédio onde o namorado dela, Miguel Alves, português de 30 anos, mora.
"Recebi uma ligação e fiquei sabendo que até saiu uma nota em um jornal de Portugal sobre essa linha de investigação. O corpo está com hematomas e escoriações. Acredito que isso mostra que ela não se jogou. Com essa nova versão, imagino que ela pode ter sido morta antes. Ele (o namorado) não sabia o que fazer com o corpo e então resolveu jogá-la", conta o pai.
A mãe da modelo, Solange Corneau - que mora em Portugal - confirma que há especulação de homicídio, mas, oficialmente, só após a autópsia, que deve ser realizada nesta segunda (11) ou terça-feira (12). A seção de Homicídios da Polícia Judiciária de Lisboa já investiga a origem dos hematomas.
A desconfiança dos familiares da modelo capixaba de que não tenha acontecido suicídio é justificada pelo perfil que eles traçam de Jeniffer, e pela demora do namorado em passar a notícia da morte aos familiares.
"Somente horas após o ocorrido foi que Miguel ligou para minha ex-esposa para falar o que tinha acontecido. Ele falou que Jeniffer teria deixado uma carta, mas a polícia está investigando. Ela nunca bebeu, nunca fumou, era inteligente, era consciente, estava sempre alegre e tranquila. Não tinha depressão. Desfilava três vezes por semana e não dependia nem do pai nem da mãe. Ela não tinha motivos para cometer suicídio", desabafa Girley.
Em exclusividade à reportagem do portal Gazeta Online, a mãe falou sobre a suposta carta deixada pela filha. "Tive acesso ao bilhete, não é uma carta, é um bilhete. Lá havia algumas frases, mas tudo muito vago. Reconheci a letra dela e a assinatura dela, mas os dizeres não são da 'Jeni' que criei. O bilhete não diz diretamente sobre agressões. Fala algo como se ela estivesse cansada da situação e que ela era a culpada por o relacionamento não ter dado certo. No bilhete também há uma frase pedindo para que eu a perdoasse", contou Solange Corneau.
A mãe, porém, está inconformada com o conteúdo deste bilhete. "O que eu conheço dos recados que minha filha deixava, ela não diria só isso. Não está normal. Minha filha sempre foi alegre e sorridente, qualquer amigo pode confirmar isso. Ela não faria algo assim. Já foi feita a perícia do local, mas ainda não diz nada. O celular da minha filha está com a polícia. Estão investigando. Só depois da autópsia teremos algo", explicou.
Emocionado, o pai da modelo contou que ela faria 18 anos no próximo dia 13 de maio, e que a partir desse momento ela poderia aceitar convites de desfiles em outros países da Europa - que era, segundo o pai, o grande desejo da capixaba. "Ela estava legalmente em Portugal, mas por ser menor de idade não podia ir a outros países sem um responsável e acabava recusando os convites que recebia", contou.
Girley Vitorino Silva pretende ir a Portugal ainda neste domingo (10). A ex-esposa e mãe de Jeniffer quer que a filha seja enterrada em Portugal. Familiares querem que o corpo venha para o Brasil. "Ainda está tudo muito tumultuado. O corpo da minha filha só deve ser liberado na segunda ou terça. Até lá decidimos o que fazer", disse.
A reportagem não conseguiu contato com o namorado da modelo, o português Miguel Alves.

