BRASÍLIA — O , Sarney Filho, disse estar convicto de que foi criminoso o incêndio ocorrido em outubro no Parque Nacional da . Nesta quinta-feira, Sarney Filho pediu punição aos responsáveis pela queimada, que atingiu uma área equivalente a 65 mil campos de futebol. Ele afirmou acreditar que houve represália de proprietários de terras locais.
— Eu tenho uma convicção íntima de que realmente os incêndios lá foram criminosos — declarou o chefe do Meio Ambiente. Ele ainda afirmou que visitaria a região do parque quando foi ampliado, em junho, mas foi desaconselhado por seguranças por conta do clima "hostil".
De acordo com Sarney Filho, o incêndio começou depois de aceiros — cortes na mata para evitar o prosseguimento do fogo, tirando-se o combustível da queimada —, e isso o leva a crer que o ato foi premeditado.
— Tinham se tomado algumas precauções fazendo aceiros, aquelas áreas desmatadas para o fogo não passar. E o fogo pegou depois do aceiro, segundo me foi informado. Então isso aí é uma coisa intencional — emendou, defendendo que a queimada foi "retaliação" pelo aumento do parque. Sem citar nomes, Sarney Filho pediu punição "à altura do dano que eles causaram ao meio ambiente e à vida no planeta Terra".
Desde o incêndio — que durou de 17 a 29 de outubro e queimou 65 mil campos de futebol, o equivalente a um terço do parque — autoridades têm defendido a tese de que houve crime, intencional ou não. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente de Goiás já deram declarações nessa linha. Como trata-se de um parque nacional, as investigações competem à Polícia Federal.

