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Ministro de Minas e Energia avisa ao partido que continua no cargo

BRASÍLIA — Após informar ao Palácio do Planalto que continuaria no cargo, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho FIlho, enviou uma carta, nesta terça-feira, confirmando ao seu partido, o PSB, que decidiu continuar no no comando da pasta. O PSB decidiu desembarcar da base aliada do governo do presidente Michel Temer, após as revelações da delação da JBS e cobra a saída do ministro.

Com essa decisão, dirigentes da legendas, ouvidos pelo GLOBO, pediram ao ministro que deixe o partido. Coelho Filho ainda não se decidiu sobre isso. A legenda deve abrir processo disciplinar no Conselho de Ética, que pode culminar com a sua expulsão do partido. Coelho Filho é deputado federal licenciado.

Ontem, Coelho Filho recebeu apoio de associações do setor elétrico e da área técnica do ministério. Com a turbulência política, a principal preocupação do setor é de uma paralisia na agenda de reformas programadas pelo ministério.

A área técnica do ministério trazida por Coelho Filho já informou que deixará a pasta caso ele saia da Esplanada. Essa possibilidade gerou tensão entre membros do setor de energia elétrica. O ministério havia começado a discutir mudanças importantes nas normas do setor e uma agenda de longo prazo, como alterações na política de venda de energia elétrica “cotizada” — na qual as usinas hidrelétricas são remuneradas somente pelo custo de operação e manutenção — no mercado livre e na venda pelas distribuidoras de energia sobrecontratada.

Em uma reunião na segunda-feira, que já estava agendada, o ministro afirmou às associações do setor que é seu desejo pessoal permanecer à frente do ministério e tocar as reformas previstas. Mas esperava uma decisão do partido antes de bater o martelo.

A indefinição sobre o futuro da pasta coloca em suspenso o andamento das reformas e joga incertezas sobre os próximos leilões previstos para o setor, como a segunda rodada do pré-sal e o certame para o controle de quatro hidrelétricas (o governo prevê arrecadar ao menos R$ 11 bilhões apenas com bônus de outorga pagos por quem arrematar as usinas)

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