Os medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19 podem ser incluídos no rol de produtos fornecidos gratuitamente ou com desconto de até 90% pelo Programa Farmácia Popular. O Ministério da Saúde faz estudos, desde julho, sobre a "viabilidade econômica" de distribuir sulfato de hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina para pacientes infectados pelo vírus.
De acordo com UOL, os medicamentos não possuem eficácia comprovada, no entanto, o presidente Jair Bolsonaro acredita que seja a medida ideal para combater a doença que já matou mais de 120 mil brasileiros, desde o início da pandemia no país, em março deste ano. Inclusive, a saída dos ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, entre outros motivos, se deu por discordarem sobre a prescrição desses medicamentos.
Já o general Eduardo Pazuello, ministro interino, desde a saída de Teich, em maio, atendeu aos pedidos de Bolsonaro e passou a recomendar o uso destes remédios desde os primeiros sintomas da covid-19, contrariando orientações de entidades médicas e científicas, como a Organização Mundial de Saúde (OMS). O próprio Bolsonaro e a primeira-dama, Michelle, disseram ter se tratado com os medicamentos.

