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Meirelles sobre candidatura: ‘preciso cumprir minha missão’

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SÃO PAULO Depois de participar de evento com executivos do mercado financeiro esta tarde, em São Paulo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, voltou a falar da possibilidade de se lançar candidato à Presidência nas eleições de outubro. Perguntado por jornalistas sobre seus planos, afirmou que está realizando pesquisas e que é natural que, tanto ele quando o MDB, partido com o qual pode costurar uma candidatura, ainda não tomaram uma decisão.

— Vou decidir quando chegar a hora. Primeiro preciso cumprir minha missão — disse ele, em evento denominado Money Report.

Mesmo não tendo oficializado a candidatura, Meirelles já não esconde o que deve ser sua bandeira caso se decida por participar da corrida às urnas:

— Criação de empregos e a manutenção de uma inflação baixa. É o que o povo quer.

Meirelles também falou sobre a baixa popularidade do presidente Michel Temer, que segundo ele, deve-se a motivos políticos, não econômicos.

— Deveria ser maior, pois os índices econômicos estão muito bons, inflação mais baixa desde 98, inflação (IPCA) menor da história, país voltou a criar emprego. Se olharmos do ponto de vista da economia, vemos indicadores e mercados indo muito bem, vendas crescendo. É difícil avaliar — ponderou.

Também presente no evento, o empresário Flávio Rocha, que começa a alinhavar sua candidatura, não perdeu oportunidade para destacar posições que devem ser suas bandeiras de campanha. Disse que o Brasil precisa de um candidato de direita na economia, mas também no comportamento. Questionado se concordava com a postura conservadora de Rocha com relação aos costumes, uma vez que ambos participaram recentemente de um evento ligado à Igreja Evangélica.

— Preciso entender o conceito exato de Flávio Rocha sobre conservadorismo. Liberal americano é o oposto do liberal do Reino Unido — disse.

O ministro da Fazenda afirmou que defende o "conservadorismo no sentido de ética, trabalho e respeito à lei", e os conceitos de livre competição, preços definidos pelo mercado e menos intervencionismo na economia. Ele citou o ex-presidente Bill Clinton, que segundo era democrata e conservador.

— Foi quando o país cresceu mais. Na época do Clinton havia preocupação com a dívida pública americana, e o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) fazia política monetária sem papel público, não é o que acontece agora com Trump — disse.

Em seguida, saiu em defesa do Bolsa Família, afirmando que é uma medida fundamental, mas é importante também que os beneficiários consigam se qualificar e que seus filhos consigam ter um rendimento maior no futuro.

— A melhor política social que existe é o país criar emprego. Não adianta só fazer programa social.

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