Nascido em Santos, em 13 de junho de 1763, Bonifácio teve papel decisivo no rompimento dos laços entre o Brasil Colônia e o reino de Portugal. O projeto de restauro do panteão, elaborado pelo arquiteto Ney Caldatto, da Secretaria de Infraestrutura e Edificações da Prefeitura de Santos, prevê a integração do monumento à Praça Barão do Rio Branco, no centro da cidade. O local vai ganhar uma estátua de Bonifácio, com conceito "instagramável", permitindo fotos e selfies ao lado da escultura.
O restauro inclui a reconstituição de partes de alto-relevo de gesso e placas de mármore, limpeza e polimento das paredes e do piso de mármore, bem como a recuperação do telhado. Sob as telhas originais, de barro, será colocada uma subcobertura com telha metálica, para proteção contra infiltrações. O serviço envolve ainda a criação de iluminação cênica para valorizar os ambientes internos e externos.
Orçada em R$ 1,5 milhão, a obra será custeada pela empresa Santos Brasil, que se responsabilizará também pela aquisição da escultura de bronze do Patriarca, em tamanho real, e pela instalação na Praça Barão do Rio Branco. O custeio corresponde a medidas compensatórias pelo funcionamento de um Centro Logístico e Industrial Aduaneiro (Clia) da empresa, no bairro Alemoa, na região conhecida como Marginal Sul da Anchieta.
O Panteão dos Andradas tem uma arquitetura eclética, com inspiração neocolonial de caráter nacionalista, motivado pelas comemorações do centenário da Independência. O prédio ocupa o espaço da antiga portaria do Convento do Carmo e conta com monumento projetado pelo escultor Rodolfo Bernardelli, um dos maiores nomes da escultura brasileira entre o fim do Império e o início da República. No local estão os restos mortais de Bonifácio e de seus irmãos Antônio Carlos, Martim Francisco e padre Patrício Manuel, o primogênito dos Andradas.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

