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Marun volta a dizer que insistência na posse de Cristiane Brasil é ‘pelo respeito à Constituição’

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BRASÍLIA — O imbróglio sobre a posse da deputada (PTB-RJ) no pode continuar se arrastando. Nesta segunda-feira, o ministro , da Secretaria de Governo, voltou a afirmar que o governo continuará reivindicando a prerrogativa do presidente de nomear ministros, prevista na Constituição. De acordo com o ministro, o governo não irá pedir ao PTB, partido de Cristiane, que indique outro nome para ocupar a pasta.

— A luta agora é pelo respeito à Constituição Federal, pelo reconhecimento do artigo 84, inciso primeiro, que define claramente essa prerrogativa é do presidente e nós não temos o direito de desistir dela. O governo continua insistindo no reconhecimento dessa prerrogativa do presidente Temer e não vamos solicitar que o PTB faça qualquer outra indicação. Não houve qualquer sinalização do PTB no sentido de que pudesse alterar e o governo não vai solicitar nada - afirmou Marun.

No final de semana, , comandada por Roberto Jefferson, presidente do partido e pai de Cristiane, a indicar outra pessoa para o ministério.

A disputa judicial pela posse da ministra do Trabalho vem se arrastando há um mês. O desgaste em torno no nome da deputada aumentou no final de semana após a divulgação de uma gravação em que Cristiane aparece supostamente coagindo funcionários da Secretaria Especial de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida da prefeitura do Rio, da qual era secretária, a votarem nela e arrumarem outros votos, sob o risco de perderem seus empregos.

Além disso, também prejudicaram a imagem da petebista o e a revalação de que a deputada é .

O ministro Marun saiu em defesa de Cristiane Brasil e disse que o governo não irá optar pelo "caminho mais fácil" e que aguarda o reconhecimento da Justiça:

— Não existe nada provado. O fato de alguém ter perdido uma ação trabalhista não significa que essa pessoa seja imoral ou amoral. Existem momentos que o governo deve se dispor a fazer aquilo que não é o mais fácil e sim aquilo que é necessário, e nesse momento é necessário esse reconhecimento da Justiça Brasileira em relação à essa prerrogativa do presidente, eu repito, claramente estabelecida pela Constituição - defendeu.

Perguntado se a insistência no nome de Cristiane estava relacionada com a quantidade de votos que o PTB poderia garantir em favor da reforma da Previdência, o ministro negou:

— Nós não estamos apequenando essa situação em torno dos votos para a Previdência. Os votos do PTB nós temos a maioria, o partido já fechou questão. Os votos não estão em risco e não são fator preponderante na nossa tomada de decisão. A tomada da nossa decisão se faz em torno do necessário respeito da Constituição, tanto por aqueles que têm que cumprir a lei, quanto por aqueles que têm que fazê-la ser cumprida — conclui.

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