O relatório final da CPI do Crime Organizado, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), aponta o que chama de “omissão total” do procurador-geral da República, Paulo Gonet, no caso envolvendo o Banco Master. O parecer também pede o indiciamento do PGR e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. O documento ainda será analisado e votado pelo colegiado nesta terça-feira (14).
Segundo o texto divulgado na madrugada, a suposta omissão de Gonet estaria relacionada ao que o relator considera a ausência de medidas diante de “indícios públicos e robustos” envolvendo autoridades. O senador afirma que o silêncio institucional do PGR extrapolaria a discricionariedade do cargo e poderia configurar infração prevista na Lei de Crimes de Responsabilidade.
O relatório também sustenta que já haveria elementos suficientes para atuação da Procuradoria-Geral da República, citando como base um relatório da Polícia Federal enviado ao ministro Edson Fachin em fevereiro de 2026. O documento menciona ainda reportagens e investigações que apontam possíveis relações entre autoridades e investigados no caso do Banco Master, além de operações da PF que resultaram em prisões no âmbito das apurações.
Entre os pontos citados pelo senador estão também notícias envolvendo contratos e relações comerciais atribuídas a pessoas ligadas a ministros do STF com o Banco Master. Um dos exemplos mencionados é um contrato de escritório de advocacia ligado à esposa do ministro Alexandre de Moraes, estimado em R$ 129 milhões, além de outras conexões investigadas no contexto das operações.
A CNN procurou a Procuradoria-Geral da República para comentar as acusações, mas ainda não obteve resposta. O relatório será submetido à votação da CPI ainda nesta terça-feira (14), etapa que definirá se as conclusões e pedidos de indiciamento seguirão oficialmente para as autoridades competentes.



