BRASÍLIA — O deputado (PMDB-MS), vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, deve tomar posse como ministro da na próxima quinta-feira. A demora em oficializar Marun para o ministério, que cuida da articulação política do governo, se dá porque o deputado é relator da na Câmara e deve apresentar o relatório na próxima terça, o que o libera para tomar posse como ministro.
Marun contou, em conversas telefônicas, que foi convidado para o cargo na quinta-feira pelo presidente Michel Temer. Aliados da base disseram que ele já trabalhou durante toda a semana como ministro informal, ajudando no mapeamento dos votos.
— Parece que vou ser eu. O homem me convidou ontem de novo! Está todo mundo me dando parabéns — dizia Marun, no telefone, sem perceber que sua voz alta era ouvida no corredor.
Conversando com jornalistas, Marun negou que sua indicação para o cargo esteja fechada:
— Houve uma sugestão do PMDB para o presidente, e é isso que temos até agora. A partir do momento em que houve uma divulgação, alguns deputados, alguns amigos, estão ligando. Mas estou aqui trabalhando. Se vocês entrarem, vão ver que estou escrevendo o relatório da CPI da JBS
O parlamentar ressaltou que a decisão sobre a nomeação é de Temer, mas destacou que está à disposição:
— Eu tenho conversado com o presidente a respeito da reforma da Previdência. Participei de algumas reuniões, tive conversas com eles. Mas obviamente cabe a ele a decisão de convidar e de nomear quem ele entende mais adequado para a função nesse momento. Estou à disposição, como sempre estive. Sou um homem de partido.
O tucano Antonio Imbassahy, que ocupava o cargo, , um dia antes da convenção do PSDB, que vai oficializar na presidência do partido o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin — principal defensor da saída dos tucanos dos cargos que ocupam no governo Michel Temer.
A indicação de Marun para substituir Imbassahy foi feita pelo PMDB, mas também agrada os partidos do centrão, alivia a base e ajuda o governo a conseguir votos para aprovar a reforma da Previdência.
— A entrada do Marun traz votos para a Previdência. No contexto de ajudar a distribuir os cargos, Marun acrescenta sensivelmente — disse o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS).
A Secretaria de Governo é o ministério que cuida da articulação política do Poder Executivo com o Congresso. A pasta fica dentro do Palácio do Planalto e tem grande peso político.
A base aliada cobrava há meses a saída de Imbassahy, mas Temer resistia, por ter uma dívida de gratidão com o tucano, por ter sempre trabalhado pelo governo e por não ter hesitado na eclosão de duas denúncias que o presidente enfrentou. Por isso, o Palácio do Planalto vinha dizendo que a decisão de sair teria que partir do próprio ministro, e que a saída aconteceria de forma "organizada", respeitando Imbassahy.
No final de novembro, o deputado , mas o Planalto depois recuou.

