BRASÍLIA — O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, reafirmou nesta sexta-feira que continuará no cargo, apesar da saída dos ministros Bruno Araújo (Cidades) e Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo). Aloysio é considerado da cota pessoal do presidente Michel Temer e, por isso, não deve ser afetado pelo desembarque do PSDB do governo.
Ao GLOBO, Aloysio disse nesta sexta-feira que só sairá em abril, com a desincompatibilização dos ministros que serão candidatos nas eleições.
— Sou candidato à reeleição. Vou sair em abril — disse o ministro.
Interlocutores do governo e da ala governista do PSDB dizem que Aloysio dará continuidade ao trabalho de repactuação da política externa — o governo Temer promoveu uma ruptura com os chamados governos bolivarianos — e adotando mudanças para profissionalizar o Itamaraty.
Além de Aloysio, a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, é a outra remanescente do PSDB no governo. Em nota, a pasta informou que a saída de Imbassahy “em nada implica na continuação da Ministra Luislinda”, e ressaltou que é o presidente quem cuida de nomeações e exonerações.

