O grupo, pela manhã, reunia 12 manifestantes - à tarde, apenas os cinco que não foram detidos seguiam lá. Eles estão instalados no canteiro central da Avenida Delfim Moreira, próximo ao Posto 12, na Praia do Leblon, na altura da rua de Cabral, a Aristides Espínola. Eles ainda esperam novas adesões, até mesmo de professores descontentes com o acordo entre sindicalistas da categoria e o governo do Rio.
A intenção, segundo um dos manifestantes, é permanecer no local até o fim de 2013. Ao chegar, o grupo foi abordado por policiais militares - eles avisaram que não será permitido acampar no local. Manifestantes disseram que não montarão barracas. "Essa ocupação não é contra o governador Sérgio Cabral, é contra ele, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) e todo o sistema político do Rio", disse um dos integrantes, que não quis se identificar.
Os manifestantes são na maioria estudantes, de várias regiões da capital e da Baixada Fluminense. Alguns haviam participado do Ocupa Câmara, na Cinelândia, e do Ocupa Cabral anterior, no mesmo local. O acampamento na Delfim Moreira, agora chamado de Ocupa Leblon, já foi desmontado duas vezes - a primeira pela polícia, e a última por decisão dos manifestantes, após 40 dias, no início de setembro. Pela manhã, o grupo começou a receber as primeiras doações de água e alimentos.

