O ato na capital mineira, que aderiu a manifestações programadas por meio de redes sociais em 15 cidades, foi na Praça Sete de Setembro, na região central, e teve início no fim da tarde. O local é o mesmo ponto de concentração dos protestos que assolaram Belo Horizonte em junho, com vários confrontos e duas mortes. Nesta noite, dezenas de integrantes da tropa de choque e do Batalhão de Trânsito da PM, além de homens da Guarda Municipal, acompanhavam o ato.
Segundo a presidente da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT-MG) e diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Beatriz Cerqueira, o objetivo da manifestação é pedir "ensino gratuito e de qualidade", melhorias nos salários e condições de trabalho dos profissionais e o fim da repressão aos atos públicos. Estudantes que aderiram ao protesto também reivindicam o passe livre no transporte público.
A manifestação complicou o tráfego na maior parte das vias da região central. Os manifestantes fecharam o trânsito nas avenidas Afonso Pena e Amazonas, duas das principais da capital, e pretendiam seguir em passeata até a sede da prefeitura.

