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Malafaia critica uso de bandeira dos EUA em atos pró-anistia

Malafaia critica uso de bandeira dos EUA em atos pró-anistia
Malafaia critica uso de bandeira dos EUA em atos pró-anistia

O pastor Silas Malafaia, um dos principais organizadores das manifestações pró-anistia do Dia da Independência na Avenida Paulista, criticou a exibição da bandeira dos Estados Unidos por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista à CNN, Malafaia afirmou que a atitude não teve o aval da coordenação do evento e que a cena, explorada pela esquerda, desvia o foco do movimento.

"No Dia da Independência, estender um bandeirão americano não achei legal. Se eles (manifestantes) querem estender alguma bandeira, a gente não impede. Mas, a partir de agora, eu vou ficar de olho para isso não desviar o foco", declarou o pastor.

Apoio a Sanções e Repercussão Política

O gesto dos manifestantes é interpretado como um apoio às sanções propostas pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump ao Brasil. Essas medidas incluem sobretaxas a produtos brasileiros, cancelamento de vistos de autoridades e a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A exibição da bandeira gerou reações no meio político, especialmente entre parlamentares do PT, que a usaram para criticar o discurso "patriota" da direita. O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e o líder do PT, Lindbergh Farias (PT-RJ), acusaram os manifestantes de traírem a soberania nacional.

Em resposta, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu a atitude, publicando em suas redes sociais uma imagem da bandeira americana e afirmando que ela era um "agradecimento ao presidente Donald Trump" pelas sanções impostas a Moraes.

Malafaia rebateu as críticas, acusando o PT de usar a bandeira americana para esconder o que ele chamou de "fiasco" da manifestação da esquerda. "Que moral eles têm pra falar de alguma coisa de bandeira americana? Não fomos nós, da coordenação, que fizemos", reagiu o pastor.

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