Mais de 30 mil pessoas, entre autoridades e civis, foram alvos de um esquema de espionagem ilegal que funcionava dentro da Agência Brasileira de Informações (Abin), durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos, o monitoramento era feito por meio de do programa israelense “FirstMile” e os dados coletados foram armazenados fora do país.
Em uma entrevista ao Globonews, Andrei explicou que o programa obtém dados por meio da invasão do celular. Além disso, ele é capaz não só de monitorar os passos do alvo, como também descobrir com quem ele se encontrava.
Entre os alvos espionados estavam juízes, políticos, advogados, jornalistas, professores e sindicalistas que, em geral, eram opositores de Bolsonaro.

