BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse na tarde desta quarta-feira que conversou com o presidente Michel Temer e pediu a ajuda da Força Nacional para garantir a segurança dos trabalhadores dos ministérios, da Câmara, e e dos próprios manifestantes diante dos protestos violentos que se espalharam por toda a Esplanada dos Ministérios. Segundo Maia, sua solicitação foi para uma colaboração da Força Nacional, e não do Exército. E que se o governo decidiu mandar o Exército é porque entendeu que a necessidade era maior do que a prevista por ele.
— Depende da avaliação do próprio ministro da Defesa, do comandante da Força Nacional, isso depende do comando das forças de segurança, não depende da minha opinião. Eu pedi o apoio da Força Nacional e se o governo encaminhou algo com o tamanho maior, aí é uma posição do governo — disse Maia.
Ele admitiu que o ambiente está muito conflagrado, mas disse que a maioria dos deputados quer votar.
— Eu acho que a conflagração tem um lado que tomou um caminho, o outro lado quer votar. A maioria quer votar, nós queremos trabalhar. Acho que as manifestações estão acontecendo, uma parte está violenta — afirmou o presidente da Câmara.
A sessão de votações, que desde o início estava tensa, acabou em confronto entre os deputados da oposição e do governo e acabou sendo interrompida. Antes de suspendê-la, Maia explicou aos colegas sobre o envio de reforço militar para conter os protestos:
— Quero deixar claro que meu pedido ao governo foi das Forças Nacionais, do apoio. Calma! A decisão do governo certamente tem relação com aquilo que o governo entendeu ser relevante para garantir a segurança, tanto dos manifestantes como daqueles que trabalham na Esplanada. Foi por isso que pedi ajuda da Força Nacional, porque o ambiente lá fora está virando um inferno — disse Maia, suspendendo a sessão por 30 minutos.

