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Maia defende votações e se nega a falar sobre pedidos de impeachment

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BRASÍLIA — O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse na tarde desta terça-feira que não quer mais falar sobre os pedidos de impeachment contra o presidente Michel Temer e que o Legislativo tem que ser responsável e votar as propostas importantes neste momento. Maia iniciou a sessão de votação com a Medida Provisória que trata sobre a liberação do FGTS inativo.

Nos bastidores, o presidente da Câmara recebeu pedido para que o primeiro item da pauta fosse o projeto que trata da convalidação dos benefícios fiscais concedidos pelos estados durante a guerra fiscal e somente depois Medidas Provisórias. Mas os líderes partidários querem votar primeiro MPs que interessem, como a do FGTS.

— Já respondei sobre esse assunto (pedidos de impeachment) ontem e não falo mais sobre esse assunto. O Congresso, a Câmara têm responsabilidade e vamos votar. Hoje, amanhã e quinta — disse Rodrigo Maia.

Já o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) disse que o presidente Temer está fragilizado no poder. Miro admitiu que a PEC de sua autoria que estabelece eleições diretas caso a presidência fique vaga até seis meses antes do fim do mandato não poderá resolver a crise atual. Ele lembrou que a tramitação de uma Proposta de Emenda Constitucional é longa.

— Temos um presidente pato manco, o que causa muita insegurança no país — disse Miro Teixeira.

Integrante da base, o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM) admitiu que Temer está numa situação difícil.

— O que temos que fazer é mantermos as condições de governabilidade. Não podemos prejudicar ainda mais o país, que já sofreu bastante por causa dos erros do governo petista — disse Pauderney.

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) avisou que a oposição manterá a obstrução na votação de todas as propostas. Na semana passada, foram 12 horas de sessão para votar apenas duas MPs.

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