A microempresária Preta Lagbara, de 42 anos, se revoltou ao ver a imagem do seu filho, de 4 anos, tatuada em um desconhecido. Ela busca pelo homem para que ele remova a imagem.
A imagem do menino rendeu ao tatuador Neto Coutinho um prêmio de um concurso na categoria de “Retrato” da Tattoo Week, um dos principais eventos desse nicho no Brasil.
“Não estou questionando o talento dele, mas não se pega uma foto de criança aleatoriamente e tatua no corpo de alguém que não tem vínculo afetivo ou emocional com ela”, aponta a mãe.
Para ela, o tatuador teria desumanizado o filho: “Ele não é filho de chocadeira, tem mãe, pai e família”, disse ela em um vídeo. “Querem apelar para o meu ego dizendo que o Ayo é lindo e eu deveria agradecer pela arte, mas eu sei que ele é bonito, fui eu que pari.”
Após a publicação de denúncia que Preta fez em suas redes sociais, o tatuador postou em seu próprio perfil um comunicado no qual ele se retrata pelo uso da imagem.
Preta, entretanto, diz que quer apenas encontrar a pessoa que foi tatuada com o rosto de seu filho. “Só isso vai me trazer a paz total, porque eu não vou descansar enquanto essa tatuagem não for removida. Eu só quero tirar o rosto do meu filho do corpo de um desconhecido.”



