Mãe e filha são mantidas em cárcere por 2 dias e pedem socorro por bilhetes no Paraná
Uma mulher e a filha, que não tiveram os nomes divulgados, foram mantidas em cárcere privado por dois dias, por Glauber Gandra Severino, em um apartamento no bairro Estância Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná. As vítimas foram resgatadas no último sábado (13), após a adolescente conseguir jogar bilhetes pela janela pedindo ajuda e relatando a situação.
Em um deles ela dizia que estava sem acesso ao celular e pedia que a síndica acionasse a polícia, mas "sem alarde", pois temia o que o sequestrador poderia fazer. "Por favor, nos ajude! Estamos em cárcere privado, eu e a minha mãe. Ajude-nos, pois não posso usar o celular! Avise a síndica! Que a polícia venha e entre pela sacada, sem alarde!", dizia um dos papéis.
Os bilhetes foram achado por um vizinho e a PM foi acionada. Na ocasião, ao perceber que havia sido descoberto, Glauber ainda pulou para outro apartamento. Um policial que mora no mesmo condomínio ajudou na entrada no apartamento, pela sacada, sem que o suspeito percebesse e ele foi preso.
No imóvel das vítimas, elas foram encontradas amarradas com fitas adesivas e abraçadeiras plásticas, sentadas em cadeiras. Durante o resgate, elas contaram que o homem as mantinha presas já tinha namorado a prima delas e também já havia sido morador do mesmo prédio.
Ele entrou com as próprias chaves e abordou a mãe no momento em que ela saía de casa. Glauber chegou a dizer para as vítimas que estava fazendo aquilo porque estava desempregado e sabia que elas tinham dinheiro. Ele confiscou os cartões e senhas das mesmas para realizar transferências, as obrigou a assinar cheques e ainda roubou R$ 2,7 mil em dinheiro.
Nas coisas deles, a polícia encontrou o dinheiro, o celular da vítima, além de fitas, abraçadeiras e outros itens usados para imobilização. As vítimas foram atendidas pelo SAMU e levadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pinhais. Depois, prestaram depoimento na delegacia.
O homem foi preso por cárcere privado, ameaça e apropriação de bens, e o caso segue sob investigação pela Polícia Civil do Paraná.
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